Como demoramos a entender os
momentos da vida!
A cada instante recebemos novas
informações, novas experiências, novos sinais, para que entendamos a própria
vida.
Tomada de consciência...difícil
de se realizar.
Às vezes pensamos que já
entendemos o nosso processo evolutivo e de repente, diante de algum
acontecimento, nos deparamos com novos desafios e vemos que não estamos ainda
preparados para enfrentá-los e daí novas batalhas internas que se refletem no
externo.
Chegamos à conclusão que temos
que ter a humildade para o entendimento de cada momento e ter a certeza que não
sabemos nada e ao mesmo tempo somos tudo. Que conflito!
Ter que conviver com todas
essas divergências muitas vezes sem entender o “por quê”. Por que me foram
dados tantos conhecimentos ao longo de nossas jornadas aqui neste planeta
Terra? Por que conhecemos tantas coisas e fazemos tantas coisas se nós mesmos
não utilizamos para nós? Por que as pessoas para as quais passamos essas
informações e contribuímos de alguma forma para ajudá-las conseguem se resolver
e não conseguimos nos resolver? Onde estamos errando?
Esses conflitos internos vão
crescendo cada vez mais e as respostas mais embaralhadas. Será que não queremos
enxergar o que está diante de nossos olhos?
Vamos à busca de ajuda externa
e tudo que ouvimos é exatamente aquilo que dizemos aos nossos amigos:
“Olhe para dentro, todas as respostas estão dentro de você.”
Sabemos disto, pois
aconselhamos os outros a fazerem este movimento e como não olhamos para dentro
de nós mesmos? Temos que buscar as palavras dos outros, temos que nos envolver
em filosofias externas a nós para entendermos que somos UM com a Essência
Divina. Será que é tão difícil nós entendermos isto?
Falar e aconselhar o próximo é
muito fácil, pois estamos numa posição de conforto, mas mudar é muito difícil.
Apontar os erros dos outros é bastante tranquilo porque estamos olhando de fora
sem nenhum compromisso, então olhemos no espelho e vejamos o nosso reflexo.
Falemos conosco mesmo através da nossa imagem, isto também aconselhamos, mas
não fazemos.
Quando vemos os nossos
verdadeiros enganos na vida, não queremos nos responsabilizar pelo sucesso
inerente. A cada erro, a cada engano, a cada transtorno em nossas vidas temos
aprendizados e precisamos tomar consciência disto para evoluirmos.
Meditemos, olhemos para dentro,
entremos em contato com a nossa essência divina – o EU SOU, presente em todas
as filosofias, cada qual com sua linguagem específica de cada cultura original,
mas temos que agir e rápido. Tudo está acelerado e nós não estamos acompanhando
o ritmo universal. E se não acompanharmos esse ritmo, poderemos sucumbir.
Quanto mais consciência temos
dessas informações mais responsabilidades adquirimos. Temos que entender o
processo evolutivo e cada momento de vida funciona como uma mola propulsora
dentro do movimento contínuo do Universo. Façamos a nossa parte sem temer nada,
pois de nada adianta temer, parar o processo é impossível, seríamos esmagados
por todos que tem que passar por nós, também nos seus movimentos incessantes
pela evolução.
Fazemos parte de uma grande
corrente cósmica e somente chegaremos novamente ao “Paraíso”, após a evolução
total, de tudo que existe, o retorno à origem. Essa grande sinfonia cósmica tem
que ser harmônica e somos instrumentos que precisamos estar afinados com o TODO
para não desafinarmos o conjunto.
Tudo é energia, vibração,
cuidemos da nossa em primeiro lugar e tudo à nossa volta se harmonizará. Paz a
todos os seres viventes desse Universo!
Silvia Théberge